Procurava nua
a lua
procurava confiar
nunca desconfiando.
Procurava
somente andando
Então te achou
e acreditou ser tua
mas tuas são tantas.
Então chorou.
Calma, calma gritei
Aí saltei
consolando-a
chorava um pranto forte
aquelas lágrimas competiam com
o Umbeluzi
paralelamente correndo rumo ao mar
então perguntei:
primeiro amor?
Pranteou mais
forte.
Nada disse
apenas olhei
não acalmei
também chorei.
Tinha o coração pesado
betão armado pareceu
veias congeladas
sangue coagulado
todos sentidos estáticos
aí preocupou-me muito mais
parecia mais
um ser sem vida.
Aí pranteei
gritei: é a primeira vez?
Depois
lembrei
que um dia a mim falou
por mais que se conheça
os humanos sempre
surpreendem
triste fiquei.
Pranteei...
Ivone Soares
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domingo, 8 de novembro de 2009
Pranto ao luar
Posted by
Ivone Soares
at
11/08/2009 10:39:00 PM
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